Existe uma determinada altura na vida em que se instala a necessidade urgente de partilhar,
de poder experimentar o prazer de um diálogo mudo, onde os silêncios são infinitamente ricos, e as palavras meros vestígios do mundo lá fora.
"... Senti um peso descarregar-se dos ombros, uma opressão a desfazer-se do peito, e gozei inebriada e exaltada, o delicioso travo daquele sublime momento de libertação. Estava livre. LIVRE. Pareceia agora que acabara de despertar de um pesadelo, senti até alguma dificuldade em acreditar que me tinha mesmo acontecido o que acontecera, cheguei até a interrogar-me se tudo não teria afinal passado de um sonho mau, tão incrivel e irreal tinha sido a aventura que vivi. Mas se era pesadelo, já tinha despertado, se era realidade estava agora livre dela." .....